Todas as ruas de Sampa

January 21st, 2007

Todas as ruas de São Paulo me conduzem a ti.
Agora tenho certeza!
Estou descendo Consolação.
Percorrendo as trilhas de aquelas palavras.

Antes caminhei Angélica e Paulista,
da lo mesmo!
todas têm a geometria e o ritmo de teu corpo,
todas têm o sonido de teu sorriso,
todas têm a melodia de teu coração.

Poso parecer perdido e confundido,
mas não é assim não.
Só me deixo levar pelos pacos de meu coração,
com a certeza de que todas as ruas de São Paulo me conduzem a ti.

Pablo Ibarrolaza. Em algum momento do 2004

Nas largas mutações perpétuas do universo
O amor é sempre o vinho enérgico, irritante…
Um lago de luar nervoso e palpitante…
Um sol dentro de tudo altivamente imerso.

Não há para o amor ridículos preâmbulos,
Nem mesmo as convenções as mais superiores;
E vamos pela vida assim como os noctâmbulos
À fresca exalação salúbrica das flores.

E somos uns completos, célebres artistas
Na obra racional do amor — na heroicidade,
Com essa intrepidez dos sábios transformistas.

Cumprimos uma lei que a seiva nos dirige
E amamos com vigor e com vitalidade,
A cor, os tons, a luz que a natureza exige!…

Amor. João da Cruz e Sousa

Antes del fax del modem y el e-mail
la vergüenza era sólo artesanal
la mecha se encendía con un fósforo
y uno escribía cartas como bulas

antes los besos iban a tu boca
hoy abedecen a una tecla send
mi corazón se acurruca en su sofware
y el mouse sale a buscar el disparate

cuando me enamoraba de una venus
mis sentimientos no eran informáticos
pero ahora debo perdir permiso
hasta para escribir con el news gothic

te urjo amor que cambies de formato
prefiero recibirte en times new roman
más nada es comparable a aquel desnudo
que era tu signo en tiempos de la remigton

Windows 98. Mario Benedetti.